O conceito ideal atual a se perseguir incessantemente é ser belo(a), jovem e magro(a). As pessoas em geral, e os adolescentes em particular, costumam crer que modelos, artistas de cinema e de televisão sejam protótipos a serem copiados. A questão estética deixa, assim de ser harmonia e passa a ser imposição. Um perigo, principalmente, para aqueles que estão em desenvolvimento físico e mental. Segundo a psicóloga do Hospital Geral do Estado (HGE), Kézia Loureiro, os distúrbios alimentares tornaram-se, nos últimos anos, alvo de intensas pesquisas dado o grande aumento de sua incidência na população jovem, principalmente nos adolescentes. O assunto tem preocupado médicos e equipe assistencial pela relação com doenças sérias como anorexia, bulimia e compulsão alimentar, que podem até levar à morte.
De acordo com a psicóloga, 95% dos casos acontecem em mulheres jovens, com idade entre 15 e 25 anos. A anorexia e a bulimia quando não tratadas apresentam elevado índice de mortalidade, o maior dentre os transtornos psicológicos, podendo chegar a 20%.
Estima-se que 50% dos casos de Bulimia Nervosa ocorram antes dos 18 anos, porém como seu diagnóstico não tem sido fácil nessa faixa etária, tem-se a impressão de sua incidência ser maior acima dessa idade. Em geral, a mortalidade na anorexia deve-se mais a complicações e agravamento do quadro e na bulimia deve-se mais ao suicídio.
Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de comportamento de risco para desenvolver um distúrbio alimentar. “Em geral, os pacientes bulímicos ou anoréxicos, muito antes da doença estabelecida, já apresentam alguma alteração emocional e do comportamento”, disse a psicóloga.
A especialista explicou que, geralmente, esses pacientes vivenciam algum trauma ou evento desencadeante, dentre os quais se destaca o bullying, no qual crianças e adolescentes acima do peso são sujeitos a reforços negativos associados ao corpo.“É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, o isolamento, os problemas de relacionamento, a preocupação e vergonha com o corpo, a distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares entre outros, são característicos e esperados”, esclareceu Kézia Loureiro.
A anorexia se caracteriza pela acentuada perda de peso auto-induzida, pelo medo de engordar e pela alteração da imagem corporal. Já na bulimia, a pessoa come compulsivamente e depois faz uso de laxantes, vômito, diuréticos, jejum prolongado ou exercícios excessivos para não engordar. Sua principal característica são os episódios de comer compulsivo e esse comportamento é caracterizado por ingestão de alimentos muito calóricos até o limite da capacidade gástrica e num espaço de tempo inferior a duas horas.
“Os primeiros sinais, costumeiramente, são dietas sucessivas e busca desenfreada de práticas que induzam a perda de peso, o que remete a uma idéia fixa de tal objetivo. Outro importante sinal é o discurso repetitivo de tal anseio, bem como a ênfase a celebridades que apresentem o estereótipo corporal visado pela pessoa”, enfatizou.
O tratamento é realizado através das condutas médica, psicológica e nutricional. “O papel do psicólogo é fundamental na abordagem multidisciplinar. Cabe-nos, através do processo psicoterápico, favorecer, a princípio, a conscientização da doença, para, a partir daí, resgatar a autoestima do paciente, bem como propiciar uma reavaliação de suas crenças pessoais”.
Kézia Loureiro, alerta que, tanto a busca, quanto a adesão ao tratamento por parte do paciente com esses transtornos são difíceis. “Pacientes com anorexia não costumam procurar ajuda profissional espontaneamente, ao contrário dos pacientes com bulimia que tendem a buscar tratamento devido ao sentimento de culpa e fracasso que os primeiros não apresentam”.
O envolvimento familiar é determinante na mudança do quadro. “A conduta adequada da família pode contribuir tanto no alívio dos sintomas quanto na promoção de soluções mais saudáveis para o jovem. A família pode e deve buscar orientação de um profissional o quanto antes”, orientou.
Na terapia, o paciente irá aprender a se auto-avaliar a partir de outros aspectos, que não o peso e a forma corporal. Para tanto é investigado quais habilidades a pessoa precisa aprender para resgatar sua auto-estima e autoconfiança suficientes para a aquisição de uma nova perspectiva de si.
FONTE: Alagoas em Tempo Real De acordo com a psicóloga, 95% dos casos acontecem em mulheres jovens, com idade entre 15 e 25 anos. A anorexia e a bulimia quando não tratadas apresentam elevado índice de mortalidade, o maior dentre os transtornos psicológicos, podendo chegar a 20%.
Estima-se que 50% dos casos de Bulimia Nervosa ocorram antes dos 18 anos, porém como seu diagnóstico não tem sido fácil nessa faixa etária, tem-se a impressão de sua incidência ser maior acima dessa idade. Em geral, a mortalidade na anorexia deve-se mais a complicações e agravamento do quadro e na bulimia deve-se mais ao suicídio.
Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de comportamento de risco para desenvolver um distúrbio alimentar. “Em geral, os pacientes bulímicos ou anoréxicos, muito antes da doença estabelecida, já apresentam alguma alteração emocional e do comportamento”, disse a psicóloga.
A especialista explicou que, geralmente, esses pacientes vivenciam algum trauma ou evento desencadeante, dentre os quais se destaca o bullying, no qual crianças e adolescentes acima do peso são sujeitos a reforços negativos associados ao corpo.“É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, o isolamento, os problemas de relacionamento, a preocupação e vergonha com o corpo, a distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares entre outros, são característicos e esperados”, esclareceu Kézia Loureiro.
A anorexia se caracteriza pela acentuada perda de peso auto-induzida, pelo medo de engordar e pela alteração da imagem corporal. Já na bulimia, a pessoa come compulsivamente e depois faz uso de laxantes, vômito, diuréticos, jejum prolongado ou exercícios excessivos para não engordar. Sua principal característica são os episódios de comer compulsivo e esse comportamento é caracterizado por ingestão de alimentos muito calóricos até o limite da capacidade gástrica e num espaço de tempo inferior a duas horas.
“Os primeiros sinais, costumeiramente, são dietas sucessivas e busca desenfreada de práticas que induzam a perda de peso, o que remete a uma idéia fixa de tal objetivo. Outro importante sinal é o discurso repetitivo de tal anseio, bem como a ênfase a celebridades que apresentem o estereótipo corporal visado pela pessoa”, enfatizou.
O tratamento é realizado através das condutas médica, psicológica e nutricional. “O papel do psicólogo é fundamental na abordagem multidisciplinar. Cabe-nos, através do processo psicoterápico, favorecer, a princípio, a conscientização da doença, para, a partir daí, resgatar a autoestima do paciente, bem como propiciar uma reavaliação de suas crenças pessoais”.
Kézia Loureiro, alerta que, tanto a busca, quanto a adesão ao tratamento por parte do paciente com esses transtornos são difíceis. “Pacientes com anorexia não costumam procurar ajuda profissional espontaneamente, ao contrário dos pacientes com bulimia que tendem a buscar tratamento devido ao sentimento de culpa e fracasso que os primeiros não apresentam”.
O envolvimento familiar é determinante na mudança do quadro. “A conduta adequada da família pode contribuir tanto no alívio dos sintomas quanto na promoção de soluções mais saudáveis para o jovem. A família pode e deve buscar orientação de um profissional o quanto antes”, orientou.
Na terapia, o paciente irá aprender a se auto-avaliar a partir de outros aspectos, que não o peso e a forma corporal. Para tanto é investigado quais habilidades a pessoa precisa aprender para resgatar sua auto-estima e autoconfiança suficientes para a aquisição de uma nova perspectiva de si.
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